Língua Portuguesa — CACD 2009
CESPE/UnB · CACD – 1ª fase (TPS) · 65 itens · julgue cada item como Certo ou Errado
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Cadastre-seTextos 5 e 6
Texto 5
Gustavo H. B. Franco (organização, introdução e comentários). A economia em Machado de Assis: o olhar oblíquo do acionista. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 59 (com adaptações).
Texto 6
Machado de Assis. In: Gazeta de notícias (1881–1900). Balas de Estalo. Rio de Janeiro, 16/5/1885.
Acerca das ideias e dos sentidos do texto 6, assim como de suas estruturas linguísticas e organização textual, julgue (C ou E) os itens subsequentes.
- 1.
A frase “vox clamantis in deserto” (l.4-5) está em itálico, porque remete o interlocutor ao respectivo texto-fonte e faz parte da memória coletiva nacional.
- 2.
O autor valeu-se do discurso indireto livre, que consiste em dar voz e atribuir características e sentimentos humanos a seres inanimados.
- 3.
O narrador recorreu à função metalinguística da linguagem para formular, ao final da crônica, sua máxima, carregada de arbitrariedade.
- 4.
O trecho “Eu, se fosse imperador, a primeira coisa que faria era ser o primeiro cético do meu tempo.” (l.30-31) produz efeito humorístico, por sua incongruência interna e por desviar-se do “caso de que se trata” (l.31).
Texto 2
Canção do Ver (fragmento)
Manoel de Barros. Poemas rupestres. Rio de Janeiro: Record, 2004.
Com base no texto, julgue (C ou E) os itens seguintes.
- 5.
As ideias expressas nos versos de 17 a 19 ilustram o sentido de “inaugurar” (v.16).
- 6.
O verso final — “Como se fosse infância da língua” — equivale semanticamente a: Como se fosse reinvenção da língua.
- 7.
Em “Por viver muitos anos/dentro do mato” (v.1-2) e “ele enxergava/as coisas/Por igual” (v.7-9), a preposição “Por”, nas duas ocorrências, introduz uma circunstância de modo nos períodos em que se insere.
- 8.
No trecho “era só abrir a palavra abelha e entrar dentro dela” (v.19-20), verifica-se redundância de efeito estilístico.
Texto 1
O que é o que é?
Clarice Lispector. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p. 199.
Com relação a aspectos gramaticais do texto acima, julgue (C ou E) os itens a seguir.
- 9.
Nos segmentos “— como se chama o que sinto?” (l.2) e “e que não gosta mais da gente” (l.3-4), os pronomes relativos exercem a mesma função sintática.
- 10.
Em “Se recebo um presente” (l.1), a substituição do conectivo por Caso seria sintaticamente correta e dispensaria alterações formais.
- 11.
Nos trechos “— como se chama o que sinto? ” (l.2) e “— como se chama essa mágoa e esse rancor?” (l.4), o emprego do travessão equivale gramaticalmente ao de vírgula.
- 12.
O referente dos pronomes demonstrativos “essa” e “esse”, em “como se chama essa mágoa e esse rancor?” (l.4) é “Uma pessoa” (l.2-3).
Texto 3
A diferença na linguagem
Bento Prado Jr. A retórica de Rousseau. São Paulo: Cosac Naify, 2008, p. 129-130.
Com relação às ideias e aos aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir.
- 13.
Os operadores “não apenas” (l.13) e “mas também” (l.14- 15) possibilitam ao autor a apresentação de dois argumentos mutuamente excludentes.
- 14.
Em suas duas ocorrências, a forma verbal “fazem” (l.2 e l.3) concorda com sujeitos distintos.
- 15.
O uso recorrente de vocábulos pertencentes aos campos semânticos da visão e da audição prejudica a coerência e a coesão do texto.
- 16.
Na linha 16, a expressão “é que” é expletiva.
- 17.
É a mesma a justificativa para o uso de inicial maiúscula em “Gramático” (l.9) e em Gramática (l.21).
Texto 4
Carlota Boto. O Emílio como categoria operatória do pensamento rousseauniano. In: José Oscar de Almeida Marques (Org.). Verdades e mentiras. 30 ensaios em torno de Jean-Jacques Rousseau. Ijuí–RS: Unijuí, 2005, p. 379-84 (com adaptações).
Com relação às ideias do texto e aos seus aspectos textuais, julgue (C ou E) os seguintes itens.
- 18.
A diversidade de temas no trecho “Trata-se ... ato educativo.” (l.4-9) compromete a coerência do texto.
- 19.
Ao analisar a narrativa de Rousseau, a autora emprega, reiteradas vezes, o presente histórico — em vez dos tempos verbais pretéritos —, para imprimir assertividade à sua argumentação.
- 20.
Existe consenso a respeito da ideia de que o “menino Emílio” (l.3) foi construído pelo filósofo francês, na obra Emílio, com propósito de orientação psicológica.
- 21.
A repetição de palavras e o uso de paráfrases contribuem para estabelecer a coesão do texto.
Texto 4
Carlota Boto. O Emílio como categoria operatória do pensamento rousseauniano. In: José Oscar de Almeida Marques (Org.). Verdades e mentiras. 30 ensaios em torno de Jean-Jacques Rousseau. Ijuí–RS: Unijuí, 2005, p. 379-84 (com adaptações).
Com relação aos aspectos morfossintáticos e semânticos do texto, julgue (C ou E) os itens a seguir.
- 22.
Haveria prejuízo para o sentido original do texto se, no trecho “O menino Emílio não existe, não existiu e não foi pensado para existir” (l.3-4), os termos grifados (“e não”, antes de “foi pensado”) fossem substituídos pela conjunção coordenativa nem.
- 23.
Caso o trecho “Emílio, que não é filho, tampouco é aluno...” (l.7) fosse alterado para: Emílio não é filho nem aluno, o período ganharia em concisão, estaria coerente com a informação original do texto, mas teria diminuído seu efeito retórico.
- 24.
O enunciado “que vive em uma sociedade corrompida” (l.17) tem, no período em que se insere, sentido explicativo.
- 25.
Se fossem retirados os travessões do trecho “o Emílio bem educado — que, aos 25 anos, se despede de seu educador — é o homem civil” (l.15-17), deveria ser empregada uma vírgula antes do pronome “que” e outra após “educador”, para que o sentido original do texto não fosse prejudicado.
Texto 3
A diferença na linguagem
Bento Prado Jr. A retórica de Rousseau. São Paulo: Cosac Naify, 2008, p. 129-130.
Com relação às ideias e aos aspectos gramaticais do texto, extraído da obra A retórica de Rousseau, julgue (C ou E) os próximos itens.
- 26.
No período inicial do texto, há três orações subordinadas adjetivas com sentido restritivo.
- 27.
O emprego das aspas, no trecho inicial do texto, indica a voz do autor de A retórica de Rousseau.
- 28.
Seria correto empregar, no texto, vírgula antes da conjunção “mas” (l.4) e depois da locução adverbial “Neste texto” (l.5).
- 29.
No trecho “e que se tornaram imperceptíveis no espaço homogêneo da escrita” (l.7-8), seria admissível, de acordo com o padrão escrito da língua portuguesa, a colocação do pronome “se” após a forma verbal “tornaram”.
Texto 2
Canção do Ver (fragmento)
Manoel de Barros. Poemas rupestres. Rio de Janeiro: Record, 2004.
A respeito do vocabulário do texto acima, julgue o item a seguir.
- 30.
O sentido do vocábulo “Contraiu” (v.6) restringe as possibilidades semânticas de “pegou” (v.4).
- 31.
Na expressão “visão fontana” (v.6), o vocábulo sublinhado (“fontana”), adjetivo derivado de fonte, foi metaforicamente empregado com sentido de originário, gerador, causal, seminal.
- 32.
Em “As palavras eram livres de gramáticas” (v.14), o vocábulo sublinhado (“gramáticas”) alude a regras gramaticais.
- 33.
“Moda” (v.3) significa conjunto de opiniões, gostos e apreciações críticas, assim como modos de agir, viver e sentir coletivos, aceitos por determinado grupo humano em um dado momento histórico.
- 34.
O vocábulo “posição” (v.15) refere-se à sintaxe, entendida como disposição harmoniosa de partes ou elementos da frase.
Texto 3
A diferença na linguagem
Bento Prado Jr. A retórica de Rousseau. São Paulo: Cosac Naify, 2008, p. 129-130.
Com relação às ideias do texto 3, julgue (C ou E) os itens a seguir.
- 35.
O autor do texto afirma que Rousseau valoriza o caráter melódico da palavra falada, mas considera que a palavra escrita é mais apta a desvendar as sutilezas do sentido.
- 36.
A palavra “acentos” (l.3) refere-se a sinais gráficos, ao passo que “acento” (l.7) designa qualidades como inflexão ou modulação.
- 37.
Ao caracterizar como “treinado” (l.8) o olho do “Gramático” ou do “Lógico”, o autor dá a entender que estes consideram a leitura como decodificação mecânica.
- 38.
Segundo o texto, na fala, a altura e a intensidade da voz contribuem, no entender de Rousseau, para as possibilidades de sentido.
Texto 1
O que é o que é?
Clarice Lispector. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p. 199.
Com relação a aspectos gramaticais e aos sentidos do texto, julgue (C ou E) os itens subsequentes.
- 39.
Em “de repente parar por ter sido tomado por uma desocupação” (l.5-6), a preposição “por” introduz termo com valor causal, na primeira ocorrência, e o agente da passiva, na segunda.
- 40.
O trecho final — “Qual é o nome? e é este o nome.” (l.9) — resume a tese de que a propriedade da linguagem de denominar é limitada.
- 41.
No título do texto, as duas ocorrências da forma verbal “é” são sintaticamente equivalentes.
- 42.
É gramaticalmente correto flexionar no plural a forma verbal em “como se chama essa mágoa e esse rancor?” (l.4), tendo como resultado como se chamam (...).
Textos 5 e 6
Texto 5
Gustavo H. B. Franco (organização, introdução e comentários). A economia em Machado de Assis: o olhar oblíquo do acionista. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 59 (com adaptações).
Texto 6
Machado de Assis. In: Gazeta de notícias (1881–1900). Balas de Estalo. Rio de Janeiro, 16/5/1885.
Com relação ao texto 5 e ao texto 6, julgue (C ou E) os itens a seguir.
- 43.
O emprego de “portanto”, na linha 13 do texto 5, permite que se afirme que os fatos narrados acerca dos impostos fundamentam a conclusão do autor de que os problemas relativos a esse assunto precederam o regime republicano.
- 44.
Caso, no texto 5, o pronome “própria” (l.13) fosse substituído por mesma, seria mantido o sentido da frase, embora se prejudicasse a ênfase dada, no texto, ao termo “República” (l.13).
- 45.
No texto 5, narrativa de cunho histórico acerca de tema da economia brasileira, o autor emprega predominantemente linguagem referencial e objetiva.
- 46.
Embora pertençam a diferentes gêneros e adotem registros distintos, os textos 5 e 6 versam sobre temática comum.
Textos 5 e 6
Texto 5
Gustavo H. B. Franco (organização, introdução e comentários). A economia em Machado de Assis: o olhar oblíquo do acionista. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 59 (com adaptações).
Texto 6
Machado de Assis. In: Gazeta de notícias (1881–1900). Balas de Estalo. Rio de Janeiro, 16/5/1885.
Com base no texto 6, julgue o item a seguir.
- 47.
No texto 6, a supressão da expressão “de que” no trecho “Quanto ao caso de que se trata, faria uma coisa singular” (l.31-32) provoca erro gramatical.
- 48.
No texto 6, a supressão da expressão “que é que” no trecho “Você, se fosse imperador, que é que faria?” (l.27-28) provoca erro gramatical.
- 49.
No texto 6, a supressão da expressão “nós outros” no trecho “Mas que temos nós outros com isso?” (l.38) provoca erro gramatical.
- 50.
No texto 6, a supressão da palavra “nenhuma” no trecho “Não há coisa nenhuma que não possa fazer mal a alguém, seja quem for.” (l.14-15) provoca erro gramatical.
- 51.
No texto 6, a supressão da expressão “é que” no trecho “eu é que, ou por falta de vista, ou porque realmente eles estejam mais gordos, não os conheci” (l.2-4) provoca erro gramatical.
Textos 5 e 6
Texto 5
Gustavo H. B. Franco (organização, introdução e comentários). A economia em Machado de Assis: o olhar oblíquo do acionista. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 59 (com adaptações).
Texto 6
Machado de Assis. In: Gazeta de notícias (1881–1900). Balas de Estalo. Rio de Janeiro, 16/5/1885.
Julgue o item a seguir, relativo a mudanças na colocação de palavras em trechos dos textos 5 e 6.
- 52.
A reescrita a seguir de trecho do texto 6 (l.44-45), com mudança na colocação da palavra “aí”, mantém o sentido do trecho original: (...) que dou por dois vinténs a todos os que aí governam o mundo.
- 53.
A reescrita a seguir de trecho do texto 5 (l.11-13), com mudança na colocação da palavra “portanto”, mantém o sentido do trecho original: A questão da repartição dos impostos e das competências de cada ente federativo, portanto, parece mais antiga que a própria República.
- 54.
A reescrita a seguir de trecho do texto 5 (l.9-11), com mudança na colocação da palavra “apenas”, mantém o sentido do trecho original: O Visconde Paranaguá, em seu relatório para 1883, informava que Pernambuco, Bahia e Maranhão apenas ainda resistiam.
- 55.
A reescrita a seguir de trecho do texto 6 (l.6-7), com mudança na colocação da palavra “até”, mantém o sentido do trecho original: Até o mais velho acrescentou que agora hão de repetir com regularidade estas viagens à corte.
- 56.
A reescrita a seguir de trecho do texto 6 (l.21-22), com mudança na colocação da palavra “agora”, mantém o sentido do trecho original: Temos de ir ao imperador, mas confesso agora, meu amigo, receamos perder tempo.
Textos 5 e 6
Texto 5
Gustavo H. B. Franco (organização, introdução e comentários). A economia em Machado de Assis: o olhar oblíquo do acionista. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 59 (com adaptações).
Texto 6
Machado de Assis. In: Gazeta de notícias (1881–1900). Balas de Estalo. Rio de Janeiro, 16/5/1885.
Acerca das ideias dos textos 1, 2, 3, 4, 5 e 6, julgue (C ou E ) os itens seguintes.
- 57.
Nos textos 1, 2 e 6, evidencia-se, de formas diferentes, a plena capacidade da linguagem de refletir a realidade, por meio da denominação.
- 58.
O texto 5 ensejou a elaboração do texto 6.
- 59.
O tema dos textos 2 e 4 é o mesmo: a linguagem infantil.
- 60.
Os textos 2 e 3 apresentam pontos de vista coincidentes com relação à gramática da língua.
Textos 5 e 6
Texto 5
Gustavo H. B. Franco (organização, introdução e comentários). A economia em Machado de Assis: o olhar oblíquo do acionista. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 59 (com adaptações).
Texto 6
Machado de Assis. In: Gazeta de notícias (1881–1900). Balas de Estalo. Rio de Janeiro, 16/5/1885.
Julgue o item a seguir, relativo ao sentido de vocábulos e segmentos empregados no texto 6.
- 61.
No texto 6, em “ao voltar uma esquina” (l.1), a forma verbal “voltar” tem o sentido de prosseguir por um novo rumo ou direção.
- 62.
No texto 6, em “no último paquete” (l.5-6), o vocábulo “paquete” tem o sentido de conjunto de medidas relacionadas a um tema.
- 63.
No texto 6, em “é querer perscrutar” (l.13), a forma verbal “perscrutar” tem o sentido de dar atenção a.
- 64.
No texto 6, em “ao dar conosco” (l.26), o segmento “dar conosco” tem o sentido de presentear-nos.
- 65.
No texto 6, em “resolvia de golpe” (l.42), a expressão “de golpe” tem o sentido de violentamente.
Quer responder e ver o gabarito comentado?
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