Língua Portuguesa — CACD 2017
CEBRASPE · CACD – 1ª fase (TPS) · 40 itens · julgue cada item como Certo ou Errado
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Cadastre-seTexto I
Lúcia Miguel Pereira. História da literatura brasileira – Prosa de ficção – de 1870 a 1920. Rio de Janeiro: José Olympio/INL, 1973, 3.a ed., p. 53-5 (com adaptações).
Com relação a aspectos gramaticais do texto I, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
- 1.
Sem prejuízo das informações originais do texto e de sua correção gramatical, o trecho “Abandonando os episódios sentimentais (...) larga e profundamente humano” (l. 71 a 76) poderia ser reescrito da seguinte forma: Ao abandonar os episódios sentimentais que até esse momento se tenha privilegiado e ao instalar-se no íntimo de suas criaturas, descobriu, Machado de Assis, seres em que reações tipicamente brasileiras não eram contrárias ao caráter humano no sentido mais largo e profundo.
- 2.
Os sujeitos das formas verbais “varriam-se” (l.31) e “afirmava-se” (l. 35) estão elípticos, e seu referente é a obra Memórias Póstumas de Brás Cubas.
- 3.
Em “Descontada a parte do coeficiente pessoal” (l.66), a palavra “coeficiente” foi empregada no sentido de fator, circunstância.
- 4.
A retirada do pronome oblíquo na oração “ele o possuiu inteiramente” (l.52) preservaria a correção gramatical e o sentido original do texto.
Texto III
Antonio Candido. Carta Marítima. In: O discurso e a cidade. São Paulo: Duas Cidades, 1998, p. 220-2 (com adaptações).
Com relação a aspectos linguísticos e textuais do texto III, julgue (C ou E) os seguintes itens.
- 5.
Os adjetivos “pífio” (l.36) e “encharcado” (l.37) e a expressão “exaustão literária” (l. 37 e 38) são empregados, no texto, em sentido conotativo.
- 6.
Com o emprego de construções como “Vistas as coisas de hoje” (l.43) e “Difícil imaginar os motivos” (l.48) e da forma verbal “pensamos” (l.49), o autor confere um tom impessoal ao texto.
- 7.
A expressão “a este respeito” (l.35) retoma a ideia defendida no parágrafo anterior: Sousa Caldas contribuiu a seu modo para as mudanças na poesia do Romantismo, embora não tenha proposto caminhos novos.
- 8.
Sem prejuízo das informações originais do texto e de sua correção gramatical, o trecho “No rasto de Magalhães, (...) sua brincadeira profilática” (l. 63 a 66) poderia ser reescrito da seguinte forma: Os primeiros românticos também ignoraram a Carta de Sousa Caldas; assim como Magalhães, não perceberam a força subjacente em sua brincadeira preventiva, e talvez eles mesmos a tenham lido às avessas.
Texto II
Lima Barreto. Recordações do escrivão Isaías Caminha. São Paulo: Brasiliense, 1956, p.133-6 (com adaptações).
Considerando as relações semântico-sintáticas estabelecidas no texto II, julgue (C ou E) os itens a seguir.
- 9.
A conjunção “Embora” (l.37) pode ser substituída por Posto que, mantendo-se o sentido e a correção gramatical do texto.
- 10.
O tom memorialista do primeiro parágrafo manifesta-se pelo uso predominante de formas verbais que denotam o início de determinadas ações, das quais são exemplos “Jantava” e “almoçava”, ambas na linha 10, e “Vivia” (l.20).
- 11.
Da leitura do período “Como revolucionário, (...) dos Varredores de Rua” (l. 16 a 20), é correto inferir que, além de “formidáveis folhetos de capa vermelha”, o senhor Teixeira Mendes lia “prédicas e brochuras”.
- 12.
No período “Creio que lhes não faltava inteligência, sinceridade também; o que não encontravam era uma soma de necessidades a que viessem responder e sobre as quais apoiassem as suas furiosas declamações” (l. 38 a 41), as negações enfatizam a sequência de características depreciativas atribuídas ao grupo de Leiva, para o que contribui o emprego do adjetivo “furiosas” e do modo subjuntivo, que destaca a inconsistência de suas ações.
Texto II
Lima Barreto. Recordações do escrivão Isaías Caminha. São Paulo: Brasiliense, 1956, p.133-6 (com adaptações).
Com relação às ideias desenvolvidas no texto II, julgue (C ou E) os itens subsequentes.
- 13.
O narrador supõe existir um “verdadeiro Leiva” (l.64), que se vislumbra na “poesia palaciana e de modista” (l.59) deste personagem, e imagina que, caso passasse a viver em condições econômicas mais favoráveis, Leiva se revelaria descrente dos ideais revolucionários e atraído pelo conforto material.
- 14.
No texto, o narrador emprega a expressão “grandes hiatos”(l.7) para se referir a locais despovoados da cidade, que ele ia conhecendo de bonde.
- 15.
Nos trechos “Eu gostava de notar a adoração pela violência que as suas almas pacíficas tinham” (l. 34 e 35) e “Era um grupo de protestantes, detestando a política” (l. 48 e 49), o narrador alude a uma ambivalência no comportamento de Leiva e de seus amigos.
- 16.
O narrador discorda da opinião geral dos amigos de Leiva, que o julgam “perfeitamente hipócrita” (l.60), e considera que tal julgamento advém do meio pobre e humilde que Leiva frequenta.
Texto IV
Raymundo Faoro. Machado de Assis: a pirâmide e o trapézio. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1974, p. 225-7 (com adaptações).
Com referência ao texto IV, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
- 17.
Raymundo Faoro argumenta que personagens de romances, tais como Palha e Cotrim, anteciparam, em meados do século XIX, tendências econômicas e políticas que estariam plenamente consolidadas ao final do Império brasileiro.
- 18.
Conforme o texto, tanto o Dr. Félix, personagem de Ressurreição, quanto Rubião, personagem de Quincas Borba, mantinham, em seus negócios e investimentos, condutas que seguiam princípios éticos e morais opostos aos de um homem de comércio como Mauá, que pertencia à ordem dominante.
- 19.
Salienta-se, no texto, a importância da renda como atributo de grande reconhecimento social, o que levou Mauá a vivenciar ‘uma luta vivaz’ (l.50), isto é, um dilema, entre a utilização do capital para fins próprios e o investimento na economia nacional.
- 20.
Conclui-se do texto que a maioria dos comerciantes, no Império, não era formada por brasileiros, bem como que o comércio mais lucrativo praticado na época estava associado à economia escravocrata.
Texto I
Lúcia Miguel Pereira. História da literatura brasileira – Prosa de ficção – de 1870 a 1920. Rio de Janeiro: José Olympio/INL, 1973, 3.a ed., p. 53-5 (com adaptações).
Com base nas ideias expressas no texto I, julgue (C ou E) os itens a seguir.
- 21.
Segundo a autora do texto, o elemento de escândalo social intrínseco à temática de Memórias Póstumas de Brás Cubas não foi compreendido pelo meio intelectual, nem pelo público, no momento da publicação do romance na Revista Brasileira, em 1880, tampouco em seu lançamento em formato de livro, em 1881.
- 22.
Embora seja um objeto importante nos dois romances mencionados — O Mulato e Memórias Póstumas de Brás Cubas —, o “sinete” (l.82) mostra-se fundamental no romance de Aluísio Azevedo, de feição naturalista.
- 23.
É possível concluir do texto que, tal como aconteceu em 1822 no plano político, a “independência literária” (l.41) de 1881 caracterizou-se como um movimento de “liberdade de concepção e expressão” (l. 44 e 45), uma vez que tanto O Mulato quanto Memórias Póstumas de Brás Cubas expressaram o afastamento de seus autores da submissão intelectual a escritores estrangeiros, como Zola e Eça de Queirós.
- 24.
A autora argumenta, no texto, que o romance de Machado de Assis é representante de uma tendência analítica em literatura, ao passo que O Mulato demonstra tendência descritiva, tendo alcançado, na época de sua publicação, maior popularidade que Memórias Póstumas de Brás Cubas.
Texto III
Antonio Candido. Carta Marítima. In: O discurso e a cidade. São Paulo: Duas Cidades, 1998, p. 220-2 (com adaptações).
Com relação a aspectos gramaticais do texto III, julgue (C ou E) os próximos itens.
- 25.
Dados os sentidos do texto, é correto afirmar que os sujeitos elípticos das formas verbais “privilegia” (l.14) e “reforça” (l.16) têm referentes distintos.
- 26.
A substituição da oração relativa “que não formula” (l.11) por embora não a formule manteria o sentido original do texto e sua correção gramatical, desde que fossem mantidas as vírgulas que isolam referida oração.
- 27.
A substituição do vocábulo “encharcado” (l.37) por repleto preservaria o estilo original do período, embora acarretasse prejuízo ao teor metafórico da construção.
- 28.
A substituição da conjunção “embora” (l.29) pela conjunção conquanto prejudicaria o sentido original do texto.
Texto IV
Raymundo Faoro. Machado de Assis: a pirâmide e o trapézio. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1974, p. 225-7 (com adaptações).
Com referência ao texto IV, julgue (C ou E) os próximos itens.
- 29.
A colocação do pronome em “embriagou-se” (l.12), “Elevava-se” (l.14), ‘Já se vê’ (l.47) e “que se identificaria” (l.55) está de acordo com a variedade formal culta da língua portuguesa e deve-se a razões fonético-sintáticas.
- 30.
Na linha 23, o emprego da vírgula logo após a expressão “da nova dinâmica” bem como o emprego do artigo definido em “da” indicam que a oração “que agita e move a sociedade” (l.24) não participa da construção da referência dessa expressão.
- 31.
Tendo o pronome oblíquo sentido possessivo em “sem consultar-lhe as preferências” (l.63), tal trecho poderia ser substituído por sem consultar as suas preferências, mantendo-se, com isso, a correção gramatical e o sentido do texto.
- 32.
Tanto em “do albardeiro ao círculo dos fidalgos” (l. 20 e 21) quanto em “dos doze aos trinta e dois anos” (l.41), a preposição de foi empregada no sentido de desde.
Texto III
Antonio Candido. Carta Marítima. In: O discurso e a cidade. São Paulo: Duas Cidades, 1998, p. 220-2 (com adaptações).
Julgue (C ou E) os itens seguintes, relacionados às ideias desenvolvidas no texto III.
- 33.
De acordo com Antonio Candido, os autores românticos, entre eles Gonçalves de Magalhães, não fizeram referência à Carta Marítima, apesar de Sousa Caldas ser um poeta conhecido naquele momento e de o poema conter aspectos modernizadores buscados pela poesia romântica.
- 34.
Antonio Candido afirma que Sousa Caldas, em Carta Marítima, escreveu um poema satírico que mostrava avanços em relação ao seu tempo, até mesmo pelo fato de o poeta fazer referência laudatória a um escritor como Miguel de Cervantes.
- 35.
Conclui-se do texto que Sousa Caldas, ao escrever a Carta Marítima, prenunciou o Romantismo brasileiro, tendo criticado a “exaustão literária” (l. 37 e 38) da poesia de Gonçalves de Magalhães, que, no ano anterior, havia publicado um volume pífio intitulado Poesias.
- 36.
Segundo o texto, Sousa Caldas, em Carta Marítima, repudiou os temas religiosos e preferiu salientar os mitos da Antiguidade clássica que permitissem fazer uma sátira surpreendente no meio social do seu tempo.
Texto IV
Raymundo Faoro. Machado de Assis: a pirâmide e o trapézio. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1974, p. 225-7 (com adaptações).
Julgue (C ou E) os itens subsequentes, acerca das ideias e das estruturas linguísticas do texto IV.
- 37.
Na linha 65, a substituição de “não obstante” por contudo preservaria a correção gramatical e o sentido original do texto.
- 38.
Os vocábulos “pejada” (l.25) e “aquinhoados” (l.29) podem ser substituídos, respectivamente, por embaraçada e contemplados, sem prejuízo para as informações veiculadas no texto.
- 39.
Apesar da cacofonia inicial, a correção gramatical e o sentido original do texto seriam mantidos caso o trecho “Um título de comendador ou de barão dourava o busto do empresário, mas não o nobilitava” (l. 6 e 7) fosse reescrito da seguinte forma: Comenda de comendador ou de barão dourava o busto de comerciantes, embora não lhes tornasse nobre.
- 40.
Feitos os devidos ajustes de maiúsculas e minúsculas e de pontuação, o deslocamento dos advérbios “socialmente” e “perdidamente”, ambos na linha12, para o início e para o fim do período em que eles ocorrem, respectivamente, manteria a correção e o sentido original do texto.
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