História do Brasil — CACD 2008

CESPE/UnB · CACD – 1ª fase (TPS) · 30 itens · julgue cada item como Certo ou Errado

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Acerca da cultura, economia e administração no período colonial da História do Brasil, julgue (C ou E) os itens a seguir.

  1. 1.

    O colonizador português tolerou bem e conviveu harmoniosamente com as diferenças culturais da sociedade, evitando impor a hegemonia de sua cultura a indígenas e africanos.

  2. 2.

    A colonização do Brasil, desde as origens, em 1500, até a transferência da Corte portuguesa, em 1808, orientou-se apenas pelo modelo estatal, sem recorrer ao setor privado ou à cooperação entre o setor público e o privado.

  3. 3.

    O padre João Antônio Andreoni, o Antonil, amante da estatística e do cálculo, escreveu obra importante acerca da economia colonial no Brasil.

  4. 4.

    Antônio Vieira, de olhos no futuro, aconselhava o fortalecimento do poder monárquico luso, tendo como um dos instrumentos a máquina mercantil do Estado, com o fim de vencer a concorrência entre os impérios europeus.

No período joanino (1808-1821), foi encaminhado o processo de Independência, visto que a situação política, econômica e jurídica do Brasil orientava-se nesse sentido. Julgue o item a seguir, acerca desse período.

  1. 5.

    A Corte do Rio de Janeiro fez-se representar no Congresso de Viena, que traçou a ordem internacional após a era napoleônica.

  2. 6.

    O retorno de D. João a Portugal, em 1821, ocorreu por exigência de Lisboa, onde se instalara um governo dito revolucionário.

  3. 7.

    Importantes pensadores ou dirigentes portugueses haviam concebido, de tempos em tempos, a transferência da Corte portuguesa para o Brasil, a qual não ocorreu em 1807 apenas por pressão inglesa.

  4. 8.

    A promoção das manufaturas era considerada como componente nocivo aos interesses de Portugal e, por tal razão, esteve ausente na política de D. João no Brasil.

  5. 9.

    No Rio de Janeiro, D. João concebia a expansão ao norte e ao sul do Brasil, por meio de invasões de territórios sob dominação francesa ou espanhola, com o fim de robustecer o império luso na América.

O processo de Independência do Brasil concluiu-se durante o Primeiro Reinado (1822-1831). Este foi, contudo, um período conturbado da história nacional, em razão, entre outros fatores, de contradições da vida política interna e da política exterior. A esse respeito, julgue (C ou E) os itens a seguir.

  1. 10.

    A Constituição de 1824 descuidou da educação popular ao não fixar o preceito da gratuidade para o ensino primário.

  2. 11.

    A Constituição de 1824 consagrou democraticamente a vontade nacional, que se expressou por meio dos representantes junto à Assembléia Constituinte.

  3. 12.

    No Congresso do Panamá de 1826, em que se discutiu a ordem hemisférica, a delegação brasileira fez a defesa da guerra que o governo movia contra Buenos Aires pela posse da Província Cisplatina.

  4. 13.

    O Parlamento fez graves críticas a D. Pedro, por entender que ele sacrificou a expansão das manufaturas mediante acordos de comércio com países capitalistas mais avançados.

Durante a Regência (1831-1840), o Brasil passou por reformas institucionais que consolidaram o Estado Nacional, cuja política exterior tomou rumos distintos das orientações da época da Independência. Acerca da Regência e da nova política exterior no início do Segundo Reinado, julgue (C ou E) os itens seguintes.

  1. 14.

    O pensamento político e os dirigentes dividiam-se entre liberais e conservadores, sendo os primeiros defensores da centralização do poder e os segundos, do federalismo.

  2. 15.

    Entre os conservadores, Bernardo Pereira de Vasconcelos esteve presente na origem do partido político que defendia a centralização do poder do Estado.

  3. 16.

    O debate parlamentar acerca da renovação dos tratados de comércio dividiu o pensamento nacional entre liberais e protecionistas, sendo estes últimos defensores da industrialização do país.

  4. 17.

    Por força de lei de 1831 que definiu a competência dos regentes, tratados de qualquer natureza haveriam de passar pela prévia aprovação da Assembléia (Câmara e Senado) antes de serem ratificados.

Acerca da Política Externa Independente (1961-1964), julgue (C ou E) os itens a seguir.

  1. 18.

    O regime militar brasileiro (1964 a 1985), aberto ao ocidentalismo e à interdependência econômica, política e de segurança entre as nações à época da Guerra Fria, abandonou definitivamente os princípios da Política Externa Independente.

  2. 19.

    O Chanceler San Tiago Dantas concebia o desenvolvimento com menor dependência externa, advogando uma diplomacia atenta ao interesse nacional.

  3. 20.

    Um dos traços da Política Externa Independente era a autonomia decisória brasileira, a ser mantida nos órgãos multilaterais, com o objetivo de serem defendidos os interesses do desenvolvimento.

  4. 21.

    Convocado para opinar na Organização dos Estados Americanos, o Brasil votou contra o bloqueio naval imposto a Cuba pelos Estados Unidos da América em 1962.

Considerando a relevância da III Conferência de Chanceleres Americanos (Rio de Janeiro, 1942) para o destino dos países latino-americanos em face da Segunda Guerra Mundial e o próprio contexto histórico do conflito, julgue o item a seguir.

  1. 22.

    A visão da harmonia pan-americana, idéia que migrara do século XIX para o século XX no ideário político das Américas, teve discreta presença nos debates da III Conferência de Chanceleres Americanos.

  2. 23.

    A transferência gradual do eixo de poder mundial da Europa para os EUA, bem como as oportunidades de investimento em projetos de industrialização e desenvolvimento, animaram países como o Brasil a buscar barganhas e negociar brechas na ordem internacional, durante a Segunda Guerra Mundial.

  3. 24.

    A agenda da integração latino-americana, criada no contexto da Conferência do Rio de Janeiro, decorreu da percepção de que essa era a única saída política diante da hegemonia hemisférica norte-americana.

  4. 25.

    O presidente Roosevelt aceitou, com relativo conformismo, o predomínio das visões de neutralidade dos países latino-americanos em relação ao conflito que envolvera os EUA na guerra européia.

  5. 26.

    Países como a Argentina, mesmo ante a relevância econômica de suas exportações de couros, cereais e carnes para países beligerantes, sentiam-se animados a optar, na Conferência do Rio de Janeiro, pelo alinhamento com os EUA e seus aliados na guerra.

Durante o Segundo Reinado (1840-1889), Europa e Estados Unidos da América (EUA) desempenharam importante papel na formação interna e inserção internacional do Brasil. Com relação a esse tema, julgue (C ou E) os itens abaixo.

  1. 27.

    Ao término do Segundo Reinado, os EUA deram alento à economia agrícola ao substituírem os europeus como grandes consumidores do café brasileiro.

  2. 28.

    No seio do partido liberal brasileiro, havia defensores da industrialização do país, a ser realizada com o auxílio de política alfandegária protecionista, proposta que entrava em choque com as pretensões britânicas a favor do livre-comércio.

  3. 29.

    William Trousdale, representante inglês no Rio de Janeiro na década de 1850, discordava da pressão norte-americana sobre D. Pedro II para a abertura do rio Amazonas à navegação internacional.

  4. 30.

    Quando a escravidão entrou em crise, as diplomacias de Brasil e Argentina alinharam-se e rivalizaram com a dos Estados Unidos da América, tendo em vista a captação, na Europa, de imigrantes que proveriam de mão-de-obra as suas lavouras.

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