História do Brasil — CACD 2005

CESPE/UnB · CACD – 1ª fase (TPS) · 47 itens · julgue cada item como Certo ou Errado

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Texto II

1O Estado-nação brasileiro tem suas raízes naexpansão mercantil-colonial européia do século XVI.Naquele momento histórico, as burguesias mercantis,4aliadas às monarquias, sobretudo portuguesa eespanhola, empreendiam a busca, para além-mar, doouro, da prata ou de produtos que, de alto valor7comercial nos mercados europeus, pudessem sertransacionados com muito lucro. O pau-brasil, queabundava em nossas florestas tropicais, ao longo da10costa atlântica, foi o primeiro alvo do saque aosrecursos naturais, até então manejados por diversospovos indígenas nômades e seminômades.13Ironicamente, a espécie que acabou por dar origem aonome do país tornou-se a primeira vítima: opau-brasil, madeira de coloração avermelhada que os16europeus utilizavam na produção de tinturas, hoje sóexiste nos jardins e museus botânicos.

Carlos Walter Porto Gonçalves. Formação sócio-espacial e questão ambiental no Brasil. In: Berta K. Becker et al. (org.). Geografia e meio ambiente no Brasil. 3.ª ed. São Paulo: Ana Blume – Hucitec, 2002 (com adaptações).

Partindo do tema tratado no texto II e considerando o início do processo de colonização do Brasil, julgue (C ou E) os itens subseqüentes.

  1. 1.

    A colonização portuguesa processou-se conforme os padrões da época, ou seja, transferiu-se à iniciativa privada toda a responsabilidade de promover a ocupação da terra, defendê-la e fazê-la produzir. Essa situação, marcada pela ausência do Estado no empreendimento colonial, perdurou até o momento da independência.

  2. 2.

    A extração de pau-brasil garantiu o êxito da empreitada colonizadora por cerca de dois séculos, perdendo a primazia somente a partir das descobertas das jazidas auríferas no interior da colônia.

  3. 3.

    Analisando o caso brasileiro, o texto focaliza um aspecto primordial da primeira fase do capitalismo, aquela em que a acumulação de capitais se dá, sobretudo, por meio da circulação das mercadorias.

  4. 4.

    A decisão portuguesa de dar início efetivo à colonização de suas terras americanas, trinta anos após a descoberta, deveu-se, fundamentalmente, a dois fatores: o perigo concreto de perdê-las para concorrentes europeus, como os franceses, e a sensível redução dos lucros do comércio oriental de especiarias.

Texto II

1O Estado-nação brasileiro tem suas raízes naexpansão mercantil-colonial européia do século XVI.Naquele momento histórico, as burguesias mercantis,4aliadas às monarquias, sobretudo portuguesa eespanhola, empreendiam a busca, para além-mar, doouro, da prata ou de produtos que, de alto valor7comercial nos mercados europeus, pudessem sertransacionados com muito lucro. O pau-brasil, queabundava em nossas florestas tropicais, ao longo da10costa atlântica, foi o primeiro alvo do saque aosrecursos naturais, até então manejados por diversospovos indígenas nômades e seminômades.13Ironicamente, a espécie que acabou por dar origem aonome do país tornou-se a primeira vítima: opau-brasil, madeira de coloração avermelhada que os16europeus utilizavam na produção de tinturas, hoje sóexiste nos jardins e museus botânicos.

Carlos Walter Porto Gonçalves. Formação sócio-espacial e questão ambiental no Brasil. In: Berta K. Becker et al. (org.). Geografia e meio ambiente no Brasil. 3.ª ed. São Paulo: Ana Blume – Hucitec, 2002 (com adaptações).

Tendo o texto II como referência inicial e considerando aspectos históricos e geográficos marcantes da colonização brasileira, julgue (C ou E) os itens a seguir.

  1. 5.

    A disponibilidade de vasta extensão de terras nas mãos de elites rurais respondeu, e ainda responde, às demandas do mercado mundial.

  2. 6.

    A Lei de Terras, promulgada no Brasil em 1850, tinha como similar, nos Estados Unidos da América (EUA), o Homestead Act, que democratizou o acesso à terra naquele país.

  3. 7.

    No Brasil atual, o latifúndio, uma das principais marcas das condições socioambientais do período colonial, mantém-se como traço de poder.

  4. 8.

    No início do processo de colonização brasileira (1530), a introdução das plantations de cana-de-açúcar marcou a forma de apropriação dos recursos naturais e a formação territorial do país.

Texto V

1À época da independência, a economia colonialpodia ser descrita de maneira simplificada. Eracomposta por: latifúndios voltados para a produção de4mercadorias exportáveis, como o açúcar, o tabaco, oalgodão; fazendas dedicadas à produção para omercado interno (feijão, arroz, milho) e à criação de7gado, estas sobretudo no norte e no sul; e centrosmineradores já em fase de decadência. Acrescente-se,ainda, grande número de pequenas propriedades10voltadas para a agricultura e a pecuária desubsistência. Nas cidades costeiras, capitais deprovíncias, predominavam o grande e o pequeno13comércio. Os comerciantes mais ricos eram os que sededicavam ao tráfico de escravos. A única alteração importante nessa economia16deu-se com o desenvolvimento da cultura do café. Jána década de 30, o produto assumira o primeiro lugarnas exportações. Mas o café não mudou o padrão19econômico anterior: era também um produto deexportação baseado no trabalho escravo. Esse modelosobreviveu ainda por mais cem anos. Só começou a22ser desmontado após 1930. As conseqüências dahegemonia do café foram principalmente políticas. Ofato de se ter ela estabelecido a partir do Rio de25Janeiro ajudou a consolidar o novo governo do país,sediado nesta província. Se não fosse a coincidênciado centro político com o centro econômico, os28esforços da elite política para manter a unidade dopaís poderiam ter fracassado.

J. M. de Carvalho. Fundamentos da política e da sociedade brasileiras. In: L. Avelar e A. O. Cintra (orgs.). Sistema político brasileiro: uma introdução. Rio de Janeiro: Fundação Konrad-Adenauer-Stiftung; São Paulo: Fundação UNESP, 2004, p. 23.

Segundo o texto V, a única alteração importante verificada no cenário econômico colonial, à época da independência, foi o desenvolvimento da cultura do café. A propósito desse e de outros aspectos relativos ao sentido histórico dos acontecimentos de 1822, julgue o item a seguir.

  1. 9.

    A manutenção das relações escravistas de produção, mesmo após a independência, explica-se pela configuração, naquele momento, do capitalismo mundial, o qual, impulsionado pelos negócios britânicos, exigia a expansão do consumo nas regiões periféricas do sistema.

  2. 10.

    O texto reitera o caráter inovador — e, sob determinado prisma, revolucionário — do café no contexto da economia brasileira na primeira metade do século XIX, a começar pela mudança que esse cultivo impôs nas formas de trabalho e pelo volume de sua exportação.

  3. 11.

    O surgimento do Estado nacional brasileiro em 1822, em face da decisão do príncipe regente, configurou-se como um indiscutível processo revolucionário, visto que foram rompidos padrões essenciais que sustentaram os três séculos de dominação colonial.

  4. 12.

    A onda revolucionária que tomou conta da Europa a partir da Revolução Francesa e que se expressou nos movimentos de 1820, 1830 e 1848 também repercutiu no Brasil, a exemplo da própria independência — na esteira da Revolução do Porto — e da abdicação de D. Pedro I, em 1831.

  5. 13.

    A novidade trazida pelo café, tal como se pode deduzir do texto, consistia na incorporação de conceitos e métodos capitalistas modernos nas fazendas do Vale do Paraíba, o que explica a posição de liderança do produto na pauta de exportações brasileiras já na década de 30 do século XIX.

Texto V

1À época da independência, a economia colonialpodia ser descrita de maneira simplificada. Eracomposta por: latifúndios voltados para a produção de4mercadorias exportáveis, como o açúcar, o tabaco, oalgodão; fazendas dedicadas à produção para omercado interno (feijão, arroz, milho) e à criação de7gado, estas sobretudo no norte e no sul; e centrosmineradores já em fase de decadência. Acrescente-se,ainda, grande número de pequenas propriedades10voltadas para a agricultura e a pecuária desubsistência. Nas cidades costeiras, capitais deprovíncias, predominavam o grande e o pequeno13comércio. Os comerciantes mais ricos eram os que sededicavam ao tráfico de escravos. A única alteração importante nessa economia16deu-se com o desenvolvimento da cultura do café. Jána década de 30, o produto assumira o primeiro lugarnas exportações. Mas o café não mudou o padrão19econômico anterior: era também um produto deexportação baseado no trabalho escravo. Esse modelosobreviveu ainda por mais cem anos. Só começou a22ser desmontado após 1930. As conseqüências dahegemonia do café foram principalmente políticas. Ofato de se ter ela estabelecido a partir do Rio de25Janeiro ajudou a consolidar o novo governo do país,sediado nesta província. Se não fosse a coincidênciado centro político com o centro econômico, os28esforços da elite política para manter a unidade dopaís poderiam ter fracassado.

J. M. de Carvalho. Fundamentos da política e da sociedade brasileiras. In: L. Avelar e A. O. Cintra (orgs.). Sistema político brasileiro: uma introdução. Rio de Janeiro: Fundação Konrad-Adenauer-Stiftung; São Paulo: Fundação UNESP, 2004, p. 23.

Segundo o texto V, o histórico padrão econômico seguido pelo Brasil somente “começou a ser desmontado após 1930” (l.21-22). No que concerne ao papel da Revolução de 30 no contexto da experiência republicana brasileira, julgue (C ou E) os itens que se seguem.

  1. 14.

    Sob os efeitos da depressão dos primeiros anos da década de 30, o governo Vargas propôs a reorientação da economia brasileira, estimulando a diversificação agrícola e, sobretudo, sinalizando para a necessária adoção de uma política industrial que inserisse o país no ritmo da economia mundial.

  2. 15.

    A Revolução de 30 rompeu com a hegemonia política em mãos da burguesia do café ao longo de toda a República Velha. A perda de poder político das antigas elites, substituídas por novos grupos ascendentes, foi a tônica do período iniciado com a ascensão de Getúlio Vargas ao poder.

  3. 16.

    Foi flagrante o impacto sobre a economia brasileira da quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, ocorrida em outubro de 1929. Ao atingir vigorosamente o café, contribuiu para o agravamento da crise institucional que desaguou na deposição do presidente Washington Luís.

  4. 17.

    Na década de 20, acentuou-se o quadro de crise crescente que prenunciava o colapso da República Velha, de que são exemplos notáveis, entre outros, as revoltas tenentistas e o prolongado estado de sítio que vigorou sob a presidência de Artur Bernardes.

Texto V

1À época da independência, a economia colonialpodia ser descrita de maneira simplificada. Eracomposta por: latifúndios voltados para a produção de4mercadorias exportáveis, como o açúcar, o tabaco, oalgodão; fazendas dedicadas à produção para omercado interno (feijão, arroz, milho) e à criação de7gado, estas sobretudo no norte e no sul; e centrosmineradores já em fase de decadência. Acrescente-se,ainda, grande número de pequenas propriedades10voltadas para a agricultura e a pecuária desubsistência. Nas cidades costeiras, capitais deprovíncias, predominavam o grande e o pequeno13comércio. Os comerciantes mais ricos eram os que sededicavam ao tráfico de escravos. A única alteração importante nessa economia16deu-se com o desenvolvimento da cultura do café. Jána década de 30, o produto assumira o primeiro lugarnas exportações. Mas o café não mudou o padrão19econômico anterior: era também um produto deexportação baseado no trabalho escravo. Esse modelosobreviveu ainda por mais cem anos. Só começou a22ser desmontado após 1930. As conseqüências dahegemonia do café foram principalmente políticas. Ofato de se ter ela estabelecido a partir do Rio de25Janeiro ajudou a consolidar o novo governo do país,sediado nesta província. Se não fosse a coincidênciado centro político com o centro econômico, os28esforços da elite política para manter a unidade dopaís poderiam ter fracassado.

J. M. de Carvalho. Fundamentos da política e da sociedade brasileiras. In: L. Avelar e A. O. Cintra (orgs.). Sistema político brasileiro: uma introdução. Rio de Janeiro: Fundação Konrad-Adenauer-Stiftung; São Paulo: Fundação UNESP, 2004, p. 23.

Tendo por referência o texto V e considerando a evolução do processo histórico do Brasil, julgue (C ou E) os itens seguintes.

  1. 18.

    A ação empreendedora de Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, marcada, do princípio ao fim, pelo êxito e pelos lucros expressivos, somente foi possível porque a economia cafeeira produzia os capitais necessários ao financiamento das atividades industriais requeridas pelo moderno capitalismo.

  2. 19.

    A importância do café na história brasileira transcende ao aspecto meramente econômico, sendo também d e c is iv o se u p a p e l p a r a a c o n fig u r a ç ã o político-institucional do país, que se tornara independente em 1822.

  3. 20.

    As riquezas geradas pelo café foram importantes para que se assegurasse a estabilidade política do Império, particularmente visível entre 1850 e 1870, além de respaldarem os investimentos no país e os empréstimos contraídos no exterior.

  4. 21.

    Depreende-se do texto, quanto ao modelo de Estado a ser implantado a partir da independência, que havia convergência de pontos de vista entre as elites brasileiras, unidas pelo compromisso inarredável de garantirem a unidade do país.

Texto V

1À época da independência, a economia colonialpodia ser descrita de maneira simplificada. Eracomposta por: latifúndios voltados para a produção de4mercadorias exportáveis, como o açúcar, o tabaco, oalgodão; fazendas dedicadas à produção para omercado interno (feijão, arroz, milho) e à criação de7gado, estas sobretudo no norte e no sul; e centrosmineradores já em fase de decadência. Acrescente-se,ainda, grande número de pequenas propriedades10voltadas para a agricultura e a pecuária desubsistência. Nas cidades costeiras, capitais deprovíncias, predominavam o grande e o pequeno13comércio. Os comerciantes mais ricos eram os que sededicavam ao tráfico de escravos. A única alteração importante nessa economia16deu-se com o desenvolvimento da cultura do café. Jána década de 30, o produto assumira o primeiro lugarnas exportações. Mas o café não mudou o padrão19econômico anterior: era também um produto deexportação baseado no trabalho escravo. Esse modelosobreviveu ainda por mais cem anos. Só começou a22ser desmontado após 1930. As conseqüências dahegemonia do café foram principalmente políticas. Ofato de se ter ela estabelecido a partir do Rio de25Janeiro ajudou a consolidar o novo governo do país,sediado nesta província. Se não fosse a coincidênciado centro político com o centro econômico, os28esforços da elite política para manter a unidade dopaís poderiam ter fracassado.

J. M. de Carvalho. Fundamentos da política e da sociedade brasileiras. In: L. Avelar e A. O. Cintra (orgs.). Sistema político brasileiro: uma introdução. Rio de Janeiro: Fundação Konrad-Adenauer-Stiftung; São Paulo: Fundação UNESP, 2004, p. 23.

Partindo das informações do texto V e considerando a estrutura econômica vigente no período colonial brasileiro, julgue (C ou E) os itens subseqüentes.

  1. 22.

    A agroindústria açucareira nordestina monopolizou a economia colonial brasileira entre meados do século XVI e o transcurso do século seguinte, a despeito de não contar com fontes externas de financiamento e da falta de adequado mercado consumidor.

  2. 23.

    Latifúndio, escravidão e monocultura foram os traços definidores da colonização portuguesa em terras americanas, nela prevalecendo a produção voltada para o mercado externo.

  3. 24.

    O processo de colonização do Brasil, tal como o ocorrido nas demais colônias ibero-americanas, subordinou-se, em linhas gerais, ao processo de surgimento do capitalismo europeu de base mercantil e de sua afirmação ao longo da Idade Moderna.

  4. 25.

    Infere-se do texto que a existência de um mecanismo definidor das relações de dominação e de dependência entre metrópoles e colônias — o pacto colonial — inviabilizava, na prática, o desenvolvimento, na colônia, de atividades econômicas não diretamente voltadas para a exportação.

Texto V

1À época da independência, a economia colonialpodia ser descrita de maneira simplificada. Eracomposta por: latifúndios voltados para a produção de4mercadorias exportáveis, como o açúcar, o tabaco, oalgodão; fazendas dedicadas à produção para omercado interno (feijão, arroz, milho) e à criação de7gado, estas sobretudo no norte e no sul; e centrosmineradores já em fase de decadência. Acrescente-se,ainda, grande número de pequenas propriedades10voltadas para a agricultura e a pecuária desubsistência. Nas cidades costeiras, capitais deprovíncias, predominavam o grande e o pequeno13comércio. Os comerciantes mais ricos eram os que sededicavam ao tráfico de escravos. A única alteração importante nessa economia16deu-se com o desenvolvimento da cultura do café. Jána década de 30, o produto assumira o primeiro lugarnas exportações. Mas o café não mudou o padrão19econômico anterior: era também um produto deexportação baseado no trabalho escravo. Esse modelosobreviveu ainda por mais cem anos. Só começou a22ser desmontado após 1930. As conseqüências dahegemonia do café foram principalmente políticas. Ofato de se ter ela estabelecido a partir do Rio de25Janeiro ajudou a consolidar o novo governo do país,sediado nesta província. Se não fosse a coincidênciado centro político com o centro econômico, os28esforços da elite política para manter a unidade dopaís poderiam ter fracassado.

J. M. de Carvalho. Fundamentos da política e da sociedade brasileiras. In: L. Avelar e A. O. Cintra (orgs.). Sistema político brasileiro: uma introdução. Rio de Janeiro: Fundação Konrad-Adenauer-Stiftung; São Paulo: Fundação UNESP, 2004, p. 23.

Ao mencionar a existência de “centros mineradores” (l.7-8), o texto V refere-se ao panorama econômico colonial predominante ao longo do século XVIII. Relativamente a essa realidade, que apresenta aspectos distintos daqueles verificados na economia açucareira, julgue (C ou E) os itens subseqüentes.

  1. 26.

    Por suas características, a atividade mineradora possibilitou o aparecimento de núcleos urbanos, de uma estrutura social menos impermeável, quando comparada ao patriarcalismo nordestino, e de outras atividades econômicas voltadas para o abastecimento das áreas de mineração.

  2. 27.

    A descoberta das minas de ouro no interior da colônia decorreu, essencialmente, da ação dos bandeirantes, expressão clássica de movimento expansionista de uma região — neste caso, São Paulo — cujo elevado dinamismo econômico requeria a incorporação de novas áreas ao seu processo de crescente desenvolvimento.

  3. 28.

    A mineração contribuiu para o esvaziamento econômico do Nordeste e transferiu para o Centro-Sul o eixo político da colônia, de que seria exemplo marcante a mudança da capital, de Salvador para o Rio de Janeiro.

  4. 29.

    Na mineração, diferentemente do ocorrido no Nordeste açucareiro, a presença do Estado metropolitano como agente econômico foi preponderante, evidenciada no elevado nível de investimento financeiro na região, na exploração estatal das minas e na adoção de mecanismos diretos de arrecadação de impostos.

Texto VI

1Os acontecimentos que convulsionaram o país naprimeira metade dos anos 60 e que culminaram com osatos de força que depuseram Goulart não podem ser4adequadamente compreendidos sem que se leve emconta o processo de transformação experimentado peloBrasil desde 1930. Com efeito, a Era Vargas7(1930-1945) havia iniciado o esforço de modernizaçãonacional que, sob a ditadura do Estado Novo (a partirde 1937), atingira dimensão mais acentuada. Essa10modernização foi bastante impulsionada na segundametade da década de 50: era o desenvolvimentismodos Anos JK, sintetizado no Plano de Metas e13consagrado pelo lema “50 anos em 5”. Nessa conjuntura, a Política ExternaIndependente refletia um quadro internacional16favorável à obtenção de margens mais amplas deautonomia por parte das áreas periféricas — com aconsolidação das independências na Ásia, o surto de19descolonização na África e o advento de novas posições(pan-africanismo, pan-arabismo, neutralismo,pacifismo) alicerçadas no conceito de Terceiro Mundo22— e, ante a acentuada radicalização interna, passou aser alvo da máxima atenção dos grupos em choque.

A. J. Barbosa. Parlamento, política externa e o golpe de 1964. In: E. C. de R. Martins (Org.). Relações internacionais: visões do Brasil e da América Latina. Brasília: IBRI, 2003, p. 251 e 254 (com adaptações).

A crise final do regime instaurado em 1946 ocorreu, para usar expressão do texto VI, nos convulsionados primeiros anos da década de 60 expresso no texto VI. Julgue o item a seguir, acerca do período de quase duas décadas de normalidade democrática vivida pelo país, após a derrocada da ditadura getulista.

  1. 30.

    Em meio à estrutura partidária que comandou o processo político brasileiro a partir de 1946, o Partido Social Democrático (PSD), criado à revelia de Vargas, notabilizou-se pela defesa de um agressivo reformismo e pelo combate ao tradicional clientelismo fisiológico herdado da República Velha.

  2. 31.

    O Brasil não teve participação no período áureo da Guerra Fria, sequer indireta. Isso se explica, provavelmente, pela pouca visibilidade internacional do país naquela conjuntura.

  3. 32.

    A trajetória eleitoral do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) foi ascensional e, quanto mais o partido se livrava de seus componentes fisiológicos, acentuando uma consistência ideológica que o identificava crescentemente com a defesa de posições nacionalistas e reformistas, mais ampliava sua base eleitoral e sua representação parlamentar.

  4. 33.

    Entre as grandes agremiações partidárias existentes nesse período, nenhuma se comprometeu mais com o desenvolvimento autárquico do país, avesso a qualquer forma de associação com capitais estrangeiros, que a União Democrática Nacional (UDN).

  5. 34.

    No pós-Segunda Guerra, o Brasil avançou em seu projeto de modernização econômica, em larga medida sustentado pela industrialização, a qual, por mais paradoxal que possa parecer, não se fez acompanhar de urbanização que modificasse a fisionomia do país.

Texto VI

1Os acontecimentos que convulsionaram o país naprimeira metade dos anos 60 e que culminaram com osatos de força que depuseram Goulart não podem ser4adequadamente compreendidos sem que se leve emconta o processo de transformação experimentado peloBrasil desde 1930. Com efeito, a Era Vargas7(1930-1945) havia iniciado o esforço de modernizaçãonacional que, sob a ditadura do Estado Novo (a partirde 1937), atingira dimensão mais acentuada. Essa10modernização foi bastante impulsionada na segundametade da década de 50: era o desenvolvimentismodos Anos JK, sintetizado no Plano de Metas e13consagrado pelo lema “50 anos em 5”. Nessa conjuntura, a Política ExternaIndependente refletia um quadro internacional16favorável à obtenção de margens mais amplas deautonomia por parte das áreas periféricas — com aconsolidação das independências na Ásia, o surto de19descolonização na África e o advento de novas posições(pan-africanismo, pan-arabismo, neutralismo,pacifismo) alicerçadas no conceito de Terceiro Mundo22— e, ante a acentuada radicalização interna, passou aser alvo da máxima atenção dos grupos em choque.

A. J. Barbosa. Parlamento, política externa e o golpe de 1964. In: E. C. de R. Martins (Org.). Relações internacionais: visões do Brasil e da América Latina. Brasília: IBRI, 2003, p. 251 e 254 (com adaptações).

Relativamente ao “esforço de modernização nacional” (l.7-8) que, conforme o texto VI, a Era Vargas iniciara e os anos 50 impulsionaram, julgue (C ou E) os itens subseqüentes.

  1. 35.

    Os Anos JK inauguraram uma forma inovadora de administração pública em que grupos executivos, em ação paralela à dos ministérios e à dos órgãos administrativos tradicionais, puderam planejar e propor, com muito mais desenvoltura, ações menos sujeitas às amarras burocráticas.

  2. 36.

    O Plano de Metas de JK teve em Brasília, a nova capital construída em tempo recorde na área central do país, sua metassíntese, entendida como indutora da interiorização do desenvolvimento nacional.

  3. 37.

    A criação da PETROBRAS, em 1953, coroou um processo de ampla mobilização popular, marcado pela convergência de pontos de vista do poder público, dos partidos políticos e do conjunto do empresariado brasileiro.

  4. 38.

    Empresas como a Companhia Siderúrgica Nacional e a Vale do Rio Doce, surgidas na Era Vargas, expressavam um projeto de desenvolvimento que, ante a carência de capitais privados nacionais, requeria a forte presença do Estado como agente econômico.

Texto VI

1Os acontecimentos que convulsionaram o país naprimeira metade dos anos 60 e que culminaram com osatos de força que depuseram Goulart não podem ser4adequadamente compreendidos sem que se leve emconta o processo de transformação experimentado peloBrasil desde 1930. Com efeito, a Era Vargas7(1930-1945) havia iniciado o esforço de modernizaçãonacional que, sob a ditadura do Estado Novo (a partirde 1937), atingira dimensão mais acentuada. Essa10modernização foi bastante impulsionada na segundametade da década de 50: era o desenvolvimentismodos Anos JK, sintetizado no Plano de Metas e13consagrado pelo lema “50 anos em 5”. Nessa conjuntura, a Política ExternaIndependente refletia um quadro internacional16favorável à obtenção de margens mais amplas deautonomia por parte das áreas periféricas — com aconsolidação das independências na Ásia, o surto de19descolonização na África e o advento de novas posições(pan-africanismo, pan-arabismo, neutralismo,pacifismo) alicerçadas no conceito de Terceiro Mundo22— e, ante a acentuada radicalização interna, passou aser alvo da máxima atenção dos grupos em choque.

A. J. Barbosa. Parlamento, política externa e o golpe de 1964. In: E. C. de R. Martins (Org.). Relações internacionais: visões do Brasil e da América Latina. Brasília: IBRI, 2003, p. 251 e 254 (com adaptações).

O texto VI lembra que a Política Externa Independente (PEI) “refletia um quadro internacional favorável à obtenção de margens mais amplas de autonomia por parte das áreas periféricas”. A esse respeito, julgue o item a seguir.

  1. 39.

    Os grupos políticos que lutavam pelas reformas de base hostilizaram a PEI, justamente por considerá-la tímida em excesso ante uma ordem internacional injusta e reprodutora das desigualdades sociais e regionais.

  2. 40.

    Os grupos que, internamente, à direita ou à esquerda, lutavam pela conquista do Estado como instrumento para a implementação de seus projetos não se apropriaram do tema política externa. Certamente, isso se deveu à pouca importância atribuída ao tema ao longo da história brasileira.

  3. 41.

    O texto confirma a tese de que a PEI, apesar de sua retórica atraente aos embates ideológicos que então se travavam no Brasil, teve importância não mais que secundária nos debates parlamentares que antecederam — e prepararam — o cenário para o golpe de 1964.

  4. 42.

    A PEI, ainda que não possa ser classificada como revolucionária, buscou conquistar espaços em um mundo que se transformava rapidamente e em que as áreas periféricas do capitalismo procuravam encontrar meios para a superação do subdesenvolvimento.

  5. 43.

    A política exterior dos governos de Jânio Quadros e de João Goulart pautava-se pelo atrelamento a Washington, condição imposta pela radicalização ideológica interna do momento e pelas contingências da Guerra Fria.

Texto VI

1Os acontecimentos que convulsionaram o país naprimeira metade dos anos 60 e que culminaram com osatos de força que depuseram Goulart não podem ser4adequadamente compreendidos sem que se leve emconta o processo de transformação experimentado peloBrasil desde 1930. Com efeito, a Era Vargas7(1930-1945) havia iniciado o esforço de modernizaçãonacional que, sob a ditadura do Estado Novo (a partirde 1937), atingira dimensão mais acentuada. Essa10modernização foi bastante impulsionada na segundametade da década de 50: era o desenvolvimentismodos Anos JK, sintetizado no Plano de Metas e13consagrado pelo lema “50 anos em 5”. Nessa conjuntura, a Política ExternaIndependente refletia um quadro internacional16favorável à obtenção de margens mais amplas deautonomia por parte das áreas periféricas — com aconsolidação das independências na Ásia, o surto de19descolonização na África e o advento de novas posições(pan-africanismo, pan-arabismo, neutralismo,pacifismo) alicerçadas no conceito de Terceiro Mundo22— e, ante a acentuada radicalização interna, passou aser alvo da máxima atenção dos grupos em choque.

A. J. Barbosa. Parlamento, política externa e o golpe de 1964. In: E. C. de R. Martins (Org.). Relações internacionais: visões do Brasil e da América Latina. Brasília: IBRI, 2003, p. 251 e 254 (com adaptações).

Ao se referir aos “atos de força que depuseram Goulart”, o texto VI remete ao golpe de Estado que deu início ao regime militar vigente no país por cerca de duas décadas. Julgue (C ou E) os itens seguintes, relativos a esse período.

  1. 44.

    A última fase do regime militar, correspondente ao governo do general João Figueiredo, caracterizou-se pela aguda instabilidade política, muito embora a inflação estivesse sob controle e os índices de crescimento econômico fossem bastante expressivos.

  2. 45.

    A política econômica conduzida por Delfim Neto assegurou notável sucesso entre 1969 e 1973, sustentando-se, internamente, no rígido controle dos salários e, externamente, na fácil captação de recursos, os quais preenchiam o vazio da baixa poupança nacional.

  3. 46.

    Vencido o primeiro desafio econômico, que era controlar a espiral inflacionária, o regime militar adotou uma política de desenvolvimento que, nos primeiros anos, logrou êxito considerável — eram os tempos do “milagre econômico”, nos quais o Brasil ostentou índices de crescimento compatíveis com os obtidos pela China nos dias de hoje.

  4. 47.

    No conflagrado Oriente Médio, um novo conflito entre árabes e judeus propiciou o uso político do petróleo. A histórica majoração dos preços do barril do petróleo, em 1973, repercutiu imediatamente na economia mundial e, em países periféricos como o Brasil, cujo modelo de desenvolvimento em muito dependia do petróleo importado e de capitais externos, a repercussão foi ainda mais intensa.

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